Câncer de mama: informe-se… previna-se… Se ame!

Tempo de leitura: 12 minutos

Você sabia que Fortaleza está entre as capitais com maior incidência de casos de Câncer de Mama?

É estimado que até o final de 2018 a região sudeste represente mais da metade dos casos de Câncer de Mama no país.

A estimativa de casos de Câncer de Mama no Brasil chega a aproximadamente 60 mil no ano de 2018.

Essas e outras informações integram estudos feitos pelo INCA, e você poderá conferir e interagir com todas elas, clicando na imagem abaixo para ter acesso ao Dashboard especial sobre o Câncer de Mama.

O que é o Câncer de Mama?

O câncer de mama é um tipo de tumor maligno causado pelo crescimento descontrolado de células anormais na mama, são células com mutação genética. É mais comum entre as mulheres, apesar de também acometer homens em uma minoria representada por 1% dos casos.

Os nódulos são os sinais mais comuns, mas nem sempre surgem na fase inicial da doença. Por isso a mulher deve ficar atenta para vários outros sintomas que podem ocorrer, como dor, vermelhidão ou saída secreção pelos mamilos, por exemplo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a doença que mais causa mortes em mulheres brasileiras, além de ser a mais temida, já que afeta a autoestima e a imagem pessoal.

Tipos de Câncer de Mama

Existem vários tipos de câncer de mama, dos mais comuns aos mais raros. Entenda um pouco mais sobre eles:

  • Carcinoma ductal in situ: forma inicial de neoplasia, ele afeta os ductos da mama (canais que conduzem leite).

Esse tipo de câncer não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, mas pode atingir vários pontos na mesma mama.

Corresponde de 10 a 30% dos casos de câncer de mama tratados nos centros especializados em mastologia.

  • Carcinoma ductal invasivo: tipo mais comum de câncer, ele também acomete os ductos da mama e pode invadir os tecidos próximos a eles.

O câncer do tipo ductal invasivo representa em média 70% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode se espalhar causando metástase.

  • Carcinoma lobular in situ: também conhecido como neoplasia lobular, ele se origina nas células dos lobos mamários, mas não tem a capacidade de invadir os tecidos ao redor delas.

Pode ser multifocal (atinge vários pontos na mesma mama) e representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.

  • Carcinoma lobular invasivo: segundo tipo mais comum de câncer, ele também nasce nos lobos mamários.

Esse tipo de câncer pode se desenvolver afetando as duas mamas e também se espalhar por outros tecidos. Tem maior possibilidade de causar metástase.

  • Carcinoma inflamatório: essa é a forma mais rara (cerca de 1 a 3% de casos no mundo) e também mais agressiva de câncer de mama, por conta de sua de rápida evolução.

O carcinoma inflamatório tem características clássicas de uma inflamação como dor e ardor, inchaço da mama, vermelhidão, aumento de temperatura local e alterações na pele da mama (aspecto de “casca de laranja”).

A possibilidade de se espalhar por outras partes do corpo e causar metástase é grande.

  • Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que começa nos ductos mamários e se espalha para a pele do mamilo e para a aréola.

Esse tipo de câncer corresponde a menos de 5% de todos os casos de carcinoma mamário. Ele é caracterizado por apresentar alterações na pele do mamilo, como crostas, ardência, prurido e inchaço ou endurecimento, mas também pode ser assintomático.

Existem ainda alguns tipos específicos de câncer de mama que são subtipos do carcinoma invasivo. São eles:

  • Carcinoma cístico adenóide;
  • Carcinoma metaplásico;
  • Carcinoma medular;
  • Carcinoma mucinoso;
  • Carcinoma papilífero;
  • Carcinoma tubular.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do câncer de mama podem variar conforme o tipo e estágio do tumor. Nas fases iniciais, os tumores podem não apresentar sintomas.

Nódulos são os sinais mais comuns, mas não é uma regra, existem casos em que ele não aparece. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e se desconfiar de qualquer anormalidade, deve consultar um médico.

Os sintomas mais comuns são:

  • Nódulo na mama ou próximo da axila (fixo e geralmente indolor), percebido pelo autoexame;
  • Irregularidades na pele, no tamanho ou formato da mama (aspecto de casca de laranja);
  • Dor ou inversão do mamilo;
  • Vermelhidão, mama inchada e quente;
  • Descamação do mamilo ou na pele da mama, coceira;
  • Saída de secreção pelo mamilo, principalmente se for sanguinolenta;
  • Ferida na mama que não cicatriza e tem mau cheiro.

Possíveis causas e fatores de risco

O câncer de mama não tem uma única causa, diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como:

  • Idade, a maior parte dos casos são em mulheres com mais de 50 anos;
  • Hereditariedade e genética:

o   Casos de câncer de mama (mulheres ou homens) ou de ovário em familiares de primeiro ou segundo grau;

o   Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

  • Uso de hormônios (TRH – terapia de reposição hormonal por tempo prolongado);
  • Alcoolismo;
  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Exposição frequente a radiações (raio x).

Prevenção

A prevenção do câncer de mama pode ser feita adotando algumas medidas que contribuem para uma vida mais saudável, bem como realizar exames periodicamente reduzindo assim os fatores de risco. Algumas formas de minimizar esses riscos são:

  • Manter o controle do peso adequado: a obesidade ou sobrepeso provocam doenças que comprometem muito a qualidade de vida. Por isso é altamente recomendável controlar o peso em qualquer idade e principalmente na fase da menopausa, na qual o risco de desenvolver um tumor é ainda mais acentuado;
  • Praticar atividade física regularmente: a prática de exercícios ajuda na redução do estrógeno – hormônio relacionado ao risco de câncer, alivia o estresse e ajuda a controlar o peso corporal;
  • Alimentar-se de forma saudável: uma alimentação saudável além de controlar o peso, evita várias doenças crônicas e nutre o corpo com aminoácidos importantes na prevenção do câncer;
  • Evitar o consumo abusivo de bebidas alcoólicas: o consumo excessivo de álcool além de desencadear a outras doenças severas, está diretamente associado ao aumento do risco de desenvolver câncer de mama;
  • Evitar uso de TRH por tempo prolongado: o uso prolongado de TRH (terapia de reposição hormonal) pode causar alterações genéticas afetando diretamente a formação celular, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer de mama;
  • Fazer o autoexame frequentemente: realizar periodicamente o autoexame pode salvar vidas, pois é conhecendo sua mama que a mulher conseguirá perceber qualquer alteração anormal nela, como nódulos ou outros sintomas já apresentados nesse artigo.

É importante frisar que qualquer doença quando descoberta em estágio inicial, tem muito mais chances de cura;

  • Realizar a mamografia e/ou ressonância anualmente: o exame de mamografia serve para identificar alguma alteração suspeita de câncer e é recomendável realizar de 6 em 6 meses ou pelo menos 1 vez por ano em mulheres com mais de 50 anos.

Um ponto muito importante a ser esclarecido é que existem muitas mulheres que possuem a mama densa, ou seja, aquela mama que possui uma grande quantidade de tecido fibroglandular (responsável pela produção do leite materno).

A mamografia pode não apontar indícios de câncer nesse tipo de mama, mas ela mostra se a mama é densa ou não.

Na mamografia a gordura aparece escura, enquanto que o tecido denso é branco. Os tumores, quando estão presentes, também aparecem em branco e podem assim passar despercebidos pelo médico.

A partir daí a mulher deverá fazer a ressonância magnética para controle substituindo a mamografia.

Vale lembrar que se houver casos na família de mulheres que tiveram câncer com 40 anos, é indicado começar a fazer a mamografia aos 30 anos para controle.

Diagnóstico

Quando há suspeita de câncer de mama, o mastologista solicita exames como a mamografia, ultrassom, ressonância entre outros. Somente após isso o diagnóstico poderá ser feito através da biópsia.

A biópsia é a retirada de fragmentos do tecido mamário ou a punção do nódulo para estudo histopatológico, que identifica o tipo, a agressividade, o estágio e juntamente com outros exames, aponta o tratamento adequado para cada caso.

Tratamento

O tratamento para o câncer de mama vai depender do tipo, do estágio em que se encontra a doença, além da idade da mulher e seu estado de saúde.

As formas de tratamento mais utilizadas são a quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, e a cirurgia parcial (retirada do tumor) ou mastectomia (retirada completa da mama).

A Quimioterapia consiste na utilização de medicamentos orais ou intravenosos no objetivo de destruir, controlar ou impedir que as células cancerosas continuem crescendo.

A Radioterapia é feita através do uso de radiação ionizante. É indicada como tratamento complementar após a intervenção cirúrgica, mas também pode ser utilizada como tratamento antes da cirurgia ou para pacientes sem possibilidade de cirurgia.

O tratamento com radioterapia consiste em direcionar radiação para o tumor e para a região que possa conter células malignas, levando à sua destruição.

A Hormonioterapia tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas nascerem. A hormonioterapia é a forma mais eficiente de tratar tumores malignos que tenham receptores hormonais para o estrogênio ou para a progesterona.

Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem coibindo ou eliminando a ação do hormônio sobre o órgão afetado, nesse caso, a mama.

Casos de Câncer de Mama no Brasil

Sabemos que as informações e alertas sobre o Câncer de Mama estão por toda parte, mas nem sempre os dados disponíveis na internet são fáceis de compreender, não é mesmo?

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É isso mesmo! Desenvolvemos por meio Power BI, um Dashboard totalmente interativo para você navegar pela linha do tempo e se informar mais a respeito dos casos de Câncer de Mama no Brasil desde 1990 até 2015, bem como a estimativa de casos em 2018.

Clique nos botões correspondentes aos anos para obter as informações!

Atenção: o Dashboard apresenta os dados extraídos da base de registro populacional do INCA. Muitos dados estavam registrados como “não informado”, não permitindo a classificação no Dashboard. Acreditamos que o número apresentado possa ter variações no Brasil.

Para melhor visualização, sugerimos que a leitura seja realizada em um computador ou clicando aqui.

O Power BI

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Confira mais estudos sobre o câncer no Brasil, acesse o Observatório de Oncologia!

E lembre-se: a melhor forma de combater o câncer de mama ainda é a prevenção. O autoexame e o controle da mamografia são iniciativas extremamente válidas e importantes para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, elevando muito as chances de cura.

Portanto busque informação, se previna, cuide de sua vida!

Compartilhe essas informações com sua mãe, amiga, esposa, irmã e ajude a salvar vidas!

Fonte de dados e referências:

1. INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Disponível on-line em: <http://www.inca.gov.br>.

2. Oswaldo Cruz – Centro Especializado em Oncologia. Disponível on-line em: <http://centrodeoncologia.org.br>.

3. Hospital Sírio-Libanês. Disponível on-line em: <https://www.hospitalsiriolibanes.org.br>.

4. Observatório de Oncologia. Disponível on-line em:<https://observatoriodeoncologia.com.br/>.

5. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia on-line em: <https://www.abrale.org.br/>.  

6. Sociedade Brasileira de Mastologia. Disponível on-line em: <http://www.sbmastologia.com.br>.  

7. Ministério da Saúde. Disponível on-line em: <http://portalms.saude.gov.br/>.

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